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endocardite bacteriana: a doença que pode ter origem bucal


 

Cárie, gengivite e procedimentos bucais são comuns, mas podem ocasionar uma doença rara, que pode levar à morte: a endocardite bacteriana – uma inflamação das válvulas do coração (endocárdio). Seguindo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em torno de 20% dos que são detectados com a doença não sobrevivem. O Instituto do Coração (Incor) relata que recebe de 10 a 12 pacientes com endocardite por mês.
 
O quadro pode surgir com a simples escovação dos dentes, uso de fio dental ou sangramentos na boca e gengiva, que aumentam a possibilidade de bactérias – de gênero estreptococos do grupo viridans –, ou mesmo fungos, terem contato com a corrente sanguínea. Com isso, podem chegar ao coração e causar a doença.
 
A endocardite bacteriana merece atenção especial das pessoas que têm próteses cardíacas, como as válvulas, já que essa bactéria pode encontrar ali um lugar repleto de alimento para se reproduzir, pois se o organismo da pessoa está debilitado ou por algum motivo não consegue matar a bactéria, a infecção se instalará.
 
A bactéria passeia pelo corpo várias vezes, diariamente, em todo mundo. Assim que entra na corrente sanguínea, entre um e 15 minutos deve ser morta pelas defesas orgânicas. Porém, se isso não ocorre, pode chegar ao coração e se alojar.
 
Sintomas
Os principais sinais da endocardite bacteriana são:
·         Lesões pequenas e avermelhadas nas regiões da palma da mão ou planta dos pés.
·         Febre baixa e persistente que evolui para febre intensa.
·         Fadiga e fraqueza.
·         Calafrios (decorrentes da febre).

Tratamento
Depois de ser detectada a infecção por bactéria ou fungo em exame de sangue e em outros que somente um médico pode pedir, o tratamento envolve internação para que o paciente receba o medicamento via venal e administração de determinados antibióticos, prescritos pelo profissional da saúde após identificar a bactéria ou fungo.

 
Prevenção
A melhor forma de prevenir a doença é manter boas condições de higiene geral e oral, além de ter atenção aos sinais da doença, principalmente as pessoas mais sujeitas a ela. Caso haja algum problema cardíaco, procure orientação médica sobre o assunto antes de passar por tratamentos odontológicos.

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